quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Loucura e genialidade - parte 1

Hoje vou falar um pouquinho sobre personalidades: loucura e genialidade, mas, antes quero relatar alguém muito íntimo e bem comum que não faz parte da ala dos  grandes gênios da mídia, e sim, apenas sobre um homem comum como todos nós, falo do meu irmão que me adotou juntamente com outros irmãos mais minha mãe.  Meu irmão tem uma hiper inteligência, sempre foi extremamente inteligente, com todos os obstáculos do mundo que ele teve em sua vida, não o afetou, realizou seus grandes e pequenos sonhos, fez várias faculdades, sempre trabalhou (hoje ele é aposentado), mas o caso dele é outro: " Epilepsia ", sofreu preconceitos na época do qual eu ainda era um bebê (trocava minhas fraudas); mas , quando eu era mais grandinha vivenciei a cena da minha mãe com ele tentando ser aceito na igreja dos mórmons do qual ele foi rejeitado e no meu caso já estava sendo difícil de me engolir devido minha cor, e no caso da minha mãe por não ser de alto gabarito rsrs, mas no caso do meu irmão foi  por causa da 'Epilepsia' e outros fatos de preconceito;   entre todos seus conhecimentos a matemática era o seu forte, sempre teve uma expressão lunática, olhar meio que louco, viveu e vive tomando: Gardenal, http://www.medicinanet.com.br/bula/37/gardenal.htm  ( link sobre o remédio), caso meu irmão deixa de tomar o remédio ele tem convulsões, fica completamente retardado, perde noção de tudo, para meu leigo conhecimento, sei que parece ser o rompimento de uma veia do cérebro, é isso, e agora vou falar um pouquinho dos grandes gênios e sua loucura.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Nise da Silveira





Nise da Silveira: psiquiatra de Alagoas, Brasil (1905-1999), se rebelou contra a psiquiatria que aplicava violentos choques para 'ajustar' pessoas e propôs um tratamento humanizado, que usava a arte para reabilitar os pacientes.   A história de Nise da Silveira já foi tema de documentários, em janeiro estrelou o filme " Nise - O Coração da Loucura ", dirigido por Roberto Berliner e estrelado por Glória Pires, o longa é baseado no livro " Nise - Arqueóloga dos Mares " do jornalista Bernardo Horta, fala sobre a psiquiatria e sua defesa da arte como principal ferramenta de reintegração de pacientes chamados "loucos".   Em 1926 Nise era a única mulher em turma de 157 alunos onde se formou na Faculdade de Medicina da Bahia e ainda na graduação apresentou o estudo Ensaio sobre a criminalidade da mulher no Brasil.   " Não se cura além da conta.  Gente curada demais é gente chata.   Todo mundo tem um pouco de loucura.  Vou lhes fazer um pedido: vivam a imaginação, pois ela é a nossa realidade mais profunda.  Felizmente eu nunca convivi com pessoas muito ajuizadas " Nise da Silveira    Em 1934 a 1936 Nise ficou presa durante o Estado Novo, acusada de envolvimento com o comunismo; foi denunciada por uma colega de trabalho que era enfermeira.   No presídio Frei Caneca, ela dividiu a cela com Olga Benário, a militante comunista alemã que na época era casada com Luís Carlos Prestes.   Nise foi citada em um livro do Graciliano Ramos "... Lamentei ver a minha conterrânea fora do mundo, longe da profissão, do hospital, dos seus queridos loucos.   Sabia-se culta e boa.   Rachel de Queiroz me afirmava a grandeza moral daquela pessoinha tímida, sempre a esquivar-se , a reduzir-se , como a escusar-se a tomar espaço. "   Nise da Silveira implementou a terapia ocupacional no manicômio, usou a arte para tratar problemas graves de saúde mental.   Introduziu gatos e cachorros na rotina dos psicóticos, foi um excelente resultado, lia muitos livros e tinha um interesse muito especial pela obra do psiquiatra suíço Carl Gustav Jung.   Nise escreveu uma carta para Jung pedindo ajuda para interpretar as mandalas que os pacientes desenhavam.   " A configuração de Mandala harmoniosa dentro de um molde rigoroso, detonará intensa mobilização de forças auto-curativas para compensar a desordem interna.  Então pedi para que fotografassem algumas mandalas e as enviei com uma carta para C.G.Jung explicando o que se passava.   Foi um dos atos mais ousados da minha vida. "  Nise da Silveira    Nise foi convidada por Jung em 1957 para estudarem juntos e na volta para o Brasil em 1958, ela criou o Grupo de Estudos C. G. Jung no Rio de Janeiro que coordenou até morrer em 1999.   Fundou a Casa das Palmeiras, a primeira instituição a desenvolver um projeto de desinstitucionalização dos manicômios no Brasil.   Ajudou a escrever a história da psiquiatria.   Em seus 94 anos de vida, a alagoana publicou dez livros e escreveu uma série de artigos científicos.  Nise representa uma resistência atemporal.   

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Melanie Gaydos







Fiquei pasma com essa incrível mulher!  A gente fica preocupada com a beleza exterior, com a aparência, com o visual; principalmente nós mulheres já que vem de berço essa nossa cultura da beleza padronizada, que temos que ser bonitas perfeitas fisicamente e aí eu encontro essa modelo deslumbrante com condição genética rara " Displasia Ectodérmica ".   Os sintomas são ausência de crescimento , anormalidades de cabelo, dentes, dedos das mãos, pés, e unhas.   Também pode envolver deficiência auditiva ou visual, incapacidade de transpirar, pigmentação da pele e outros tipos de problemas ou deficiências.   Poi é, o caso da modelo Melanie Gaydos não é apenas a aparência e sim são deficiências de saúde e mesmo assim Melanie explora e se deixa ser explorada em seu benefício no mundo da arte fotográfica .   Espetacular, gosto desse estilo: Dark, Gótico, Lúdico.   Eita vida louca!!!!  Que bom.

Kate Fenner





Aos 17 ou 18 anos Kate Fenner recebeu o diagnóstico de esquizofrenia, para romper com o estereótipo da doença propagado pela mídia, Kate decidiu usar a arte a seu favor.   Mais informações https://www.elespanol.com/social/20170421/210229214_0.html

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Edvard Munch




No ano de 2013, nos seus 150 anos do nascimento de Munch, a artista Marina Abramovic realizou uma performance na colina de Ekeberg, dentro das comemorações.   Instalou uma moldura do tamanho do quadro original no ponto de inspiração do pintor e chamou 270 pessoas da comunidade para reinterpretarem este grito.   A performance iniciou com a artista num grito de quase 2 minutos.  

Edvard Munch


Edvard Munch é comparado com Van Gogh por algumas pessoas, por ambos serem melodramáticos, usavam a cor e pintavam emoções.   Mas, Munch não teve a vida tão infeliz de Van Gogh e apesar de usar bastante pintura sobre a tela, seus quadros não tem o " impasto " (aquele montão de tinta que quase faz um relevo ) do holandês, além de que Munch foi reconhecido em vida e não morreu sem viver de sua arte.   Munch tinha uma fascinação por pontes, foi um visionário, fez experimentações nos anos 1920 que até hoje se consideram inovadoras como expor seus quadros à ação da neve, da chuva e dos animais selvagens.  Gostava de fazer seus auto-retratos.  

Edvard Munch








" Não basta com, sentar-se a olhar cada objeto e pintá-lo exatamente como você o vê, deve pintá-lo tal e como deve ser - tal e como era, quando o motivo lhe comoveu. "     Na pintura de Munch " Entardecer " (1888), tem um q de impressionismo, mas observando o desenho parece uma paz de espírito, mas não, se vê a irmã do artista que já mostrava os primeiros sinais de uma doença mental que a estava distanciando do mundo.  Na pintura " O Grito ", primeira versão (1893), o personagem pedindo socorro que é o artista Munch, ele se encontrava com uns amigos que estão no fundo da tela, numa colina perto de Oslo, quando sofreu um ataque de pânico.  Mas sua primeira versão do Grito foi pintado em Berlim.   " Estava caminhando com dois amigos.  O sol se pôs.  De repente o céu ficou vermelho como o sangue e senti algo como um toque de melancolia (...).   Senti como se um grande grito infinito atravessasse a natureza. "  .Edvard Munch também trabalhava com xilogravuras (gravuras em madeira), litogravuras (gravura na pedra) e gravuras em metal.   Trabalhava diversas vezes no mesmo tema.   " Não acredito na arte, que não tenha sido imposta pela necessidade de uma pessoa de abrir seu coração ".     " Quando pinto a doença e o vício, isso supõe um saudável desabafo.  É uma reação saudável da qual se pode aprender e segundo a qual se pode viver. "    " Estes quadros são estados de ânimo, impressões da vida espiritual que em conjunto constituem um desenvolvimento dessa luta entre o amor e a mulher denominado amor. "